18 dezembro, 2025

Com que cara?

Chegados aqui, relativamente ao caso Spinumviva e face à decisão do Ministério Público, com que cara ficam todos aqueles que, a começar pelo revoltoso Pedro Nuno dos Santos, usaram o caso para conduzir o país a uma crise política e a eleições antecipadas? É certo que a resposta já foi dada pelo povo com a posterior realização de eleições. Nelas, aqueles que mais sustentaram a crise foram também os mais penalizados, incluindo o Partido Socialista e o seu líder. Agora, pedir desculpas é que não; e, porventura, continuarão até a pintar a nuvem de negro. A verticalidade é coisa que não abunda na classe política.

Por conseguinte, nestas matérias raramente os políticos aprendem. Vão, pois, continuar com as suas caras de sempre, sem vergonha, a chafurdar nestes chiqueiros que apenas prejudicam o avanço do país, tudo em nome do interesse partidário e pessoal.

Do mesmo modo, a imprensa que tão esforçadamente contribuiu para alimentar suspeitas e para a crise política não vai dar o braço a torcer e continuará no mesmo processo. Depois, em conjunto, vem fazer queixinhas de que não tem clientes e de que já ninguém compra jornais. Tem o que merece. Afinal, quem quer pagar por jornalixo? E querem os jornais que o Estado financie a sua distribuição? Era só o que faltava!

16 dezembro, 2025

Limão sem sumo

Louvo o sentido de Estado do primeiro-ministro ao aceder a reunir-se com uma central sindical instrumentalizada pelo PCP. Fica-lhe bem. Mas louvo sobretudo a sua paciência em dar conversa a quem sabe que nunca fará a mínima aproximação de princípios, nem jamais assinará um acordo de concertação social.

Quero mesmo acreditar que, ainda que o Governo desistisse do pacote laboral, daquele limão não sairia uma única gota de sumo, apenas o azedume habitual. Trata-se, pois, de uma pura perda de tempo. Seria tão fácil acertar no Euromilhões como prever o teor do resultado da futura reunião: em dez palpites, onze seriam respostas certas.

Em todo o caso, também isto é política; faz parte do folclore. Há coisas que não mudam.

15 dezembro, 2025

Papel higiénico e lodo

O acto terrorista ocorrido na Austrália é, em grande medida, consequência da vaga de anti-semitismo que alastra um pouco por todo o mundo, em particular na Europa e até em Portugal. Quando se chega ao ponto de um evento musical com a projecção do Festival da Eurovisão servir de palco e de catalisador de ódio contra Israel e contra os judeus, percebe-se que estão lançadas as sementes para que a violência, incluindo na forma de terrorismo, encontre terreno fértil para germinar e produzir efeitos.

É certo que o Festival da Eurovisão, há muitos anos, se encontra descaracterizado, mal frequentado, reduzido a um produto de consumo acrítico e descartável. Não surpreende, por isso, que alguns dos seus concorrentes se revelem imbuídos de anti-semitismo ao ponto de boicotarem a presença de quem não tem qualquer responsabilidade pelas orientações do seu Estado. Ainda assim, tal ajuda a expor a consistência do lodo ideológico em que determinados facciosismos se movimentam.

12 dezembro, 2025

O Pinto quando for grande quer ser o Ventura

Miguel Pinheiro, no seu "O Bom, o mau e o vilão" na Rádio Observador, acertou na mouche quanto a classificar o desempenho ridículo e caricato de um Jorge Pinto, candidato do Livre à presidência da República. Na verdade todo o debate mostrou que quando for grande quer ser um André Ventura da esquerda extremista, mesmo sabendo que uma imitação nunca será o original.

Risos e tiradas à forcado, uma postura infantil, mostraram que de facto é pouco mais que um adolescente mimado.

Sabe que não vai passar de 1 ou 2% na votação, mas enquanto há dinheiro no bolso e festa no arraial, há que aproveitar.

Noutro contexto, duas ou três centenas de manifestantes, que a comunicação social jura terem sido milhares, acampou junto ao lugar do costume, da casa da democracia. E como de costume, alguns com o curso completo do banditismo, quiseram dar nas vistas porque estavam em directo. Ficaram a faltar detenções e seguramente umas valentes bastonadas.

Quanto à Greve Geral, dizem os sindicalistas partidários que foram 3 milhões. Deve ter sido a olho. Afinal, contar 3 milhões de grevistas é a coisa mais fácil do mundo. Claro que mesmo com o habitual exagero ao quadrado, devem ter metido no mesmo saco os muitos milhares que querendo trabalhar foram impedidos de o fazer, por falta de transportes, portas fechadas ou intimidados pelos piquetes formados por alguns grunhos colocados aos portões de escolas, hospitais e outros pontos onde predomina a casta do funcionalismo público.

Enfim, o teatro habitual. Felizmente, quando chegam as eleições, os números são outros e os partidos que apregoam 3 milhões não recolhem mais que umas escassas dezenas de milhares de votos. Realidades desfazadas.

11 dezembro, 2025

Alguém tem de trabalhar

Cá estou eu, pegadinho ao trabalho, das 8 às 18. Afinal, alguém tem de trabalhar.

Essa coisa de tirar um dia de férias a proposito de uma greve é para os que têm a sorte de estarem aconchegadinhos, acomodados no  funcionalismo público. Não é para todos.

Queixam-se mas ninguém muda de vida, de emprego, de patrão. Por cá não falta trabalho para pedreiros, trolhas e empregados de limpeza. A Junta de Freguesia está a precisar de cantoneiros. O restaurante do Quim das Iscas anda à procura de empregados de mesa e de quem ajude na cozinha. Sempre ouvi dizer, "quem está mal, muda-se! Mas esta gente não está mal, nem quer mudar. Apenas tirar um dia de férias e impedir os demais de trabalhar.

Taras e manias

Com a divulgação de uma primeira leva da lista de empresas associadas à Spinumviva, e dizem que outras mais virão, aqueles que a reclamaram ...

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