Miguel Pinheiro, no seu "O Bom, o mau e o vilão" na Rádio Observador, acertou na mouche quanto a classificar o desempenho ridículo e caricato de um Jorge Pinto, candidato do Livre à presidência da República. Na verdade todo o debate mostrou que quando for grande quer ser um André Ventura da esquerda extremista, mesmo sabendo que uma imitação nunca será o original.
Risos e tiradas à forcado, uma postura infantil, mostraram que de facto é pouco mais que um adolescente mimado.
Sabe que não vai passar de 1 ou 2% na votação, mas enquanto há dinheiro no bolso e festa no arraial, há que aproveitar.
Noutro contexto, duas ou três centenas de manifestantes, que a comunicação social jura terem sido milhares, acampou junto ao lugar do costume, da casa da democracia. E como de costume, alguns com o curso completo do banditismo, quiseram dar nas vistas porque estavam em directo. Ficaram a faltar detenções e seguramente umas valentes bastonadas.
Quanto à Greve Geral, dizem os sindicalistas partidários que foram 3 milhões. Deve ter sido a olho. Afinal, contar 3 milhões de grevistas é a coisa mais fácil do mundo. Claro que mesmo com o habitual exagero ao quadrado, devem ter metido no mesmo saco os muitos milhares que querendo trabalhar foram impedidos de o fazer, por falta de transportes, portas fechadas ou intimidados pelos piquetes formados por alguns grunhos colocados aos portões de escolas, hospitais e outros pontos onde predomina a casta do funcionalismo público.
Enfim, o teatro habitual. Felizmente, quando chegam as eleições, os números são outros e os partidos que apregoam 3 milhões não recolhem mais que umas escassas dezenas de milhares de votos. Realidades desfazadas.
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