Louvo o sentido de Estado do primeiro-ministro ao aceder a reunir-se com uma central sindical instrumentalizada pelo PCP. Fica-lhe bem. Mas louvo sobretudo a sua paciência em dar conversa a quem sabe que nunca fará a mínima aproximação de princípios, nem jamais assinará um acordo de concertação social.
Quero mesmo acreditar que, ainda que o Governo desistisse do pacote laboral, daquele limão não sairia uma única gota de sumo, apenas o azedume habitual. Trata-se, pois, de uma pura perda de tempo. Seria tão fácil acertar no Euromilhões como prever o teor do resultado da futura reunião: em dez palpites, onze seriam respostas certas.
Em todo o caso, também isto é política; faz parte do folclore. Há coisas que não mudam.
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