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26 agosto, 2026

Os portugueses, esses malandros, e os outros

Em quase toda a comunicação social portuguesa parece existir uma regra: a nacionalidade ou a etnia do suspeito é informação importante quando é português, mas torna-se subitamente irrelevante quando não convém destacá-la. Não convém mesmo, sob pena de acusações de xenofobia ou racismo.

Veja-se o recente caso do atropelamento em Albufeira: um homem de 35 anos, alcoolizado, desobedeceu a ordens da GNR, avançou contra peões e provocou 12 feridos. Ficamos a saber a idade, a taxa de alcoolemia, a sequência dos acontecimentos e, imagine-se, que é português.

O problema começa quando a nacionalidade é manchete num caso e informação descartável noutro. Quando o suspeito é português, pode ser apresentado como “português de...”. Quando é estrangeiro, transforma-se simplesmente em “um homem”. E, quando pertence a determinada etnia, como a cigana, então parece tratar-se de informação proibida — uma espécie de segredo de Estado jornalístico.

Não se trata de exigir que a nacionalidade seja sempre divulgada. Trata-se de exigir coerência. Ou é relevante, ou não é.

Ora, parece-nos que existe, de facto, uma notória tendência para ocultar a nacionalidade quando acidentes ou incidentes — sobretudo de natureza criminal — envolvem pessoas que não nasceram nesta nossa República das Bananas.

Mas é o que temos. Num tempo dominado pelas perceções, pela linguagem cuidadosamente higienizada e por uma comunicação social cada vez mais sujeita a agendas woke, não se espere, aparentemente, que critérios como ética, imparcialidade e coerência sejam capazes de sobreviver à necessidade de não ferir susceptibilidades.

16 abril, 2026

A relativizar - Olarilólé

Bem sabemos que, por ofício, os advogados veem num assassino, num violador, num criminoso, etc, apenas um inocente ou, quando as evidências e provas não o desmentem, relativizam, dão todos os descontos e procuram que a pena seja a menor de todas, mesmo que a mais grave seja leve face à natureza do crime. Em Portugal, tanta paga um criminoso por matar qualificadamente uma pessoa, como 10 20, 100 ou 1000 ou por aí fora.  Por cá, é tudo soft e o sentido de justiça é proporcional.

Ainda agora, apanhado o (dizem que presumível) autor do atentado terrorista contra a Marcha pela Vida, o seu advogado, o popularíssimo Ricardo Sá Fernandes, já veio setenciar que a medida de prisão preventiva aplicada pelo fundamentalista de esquerda, é pesada e que o Tribunal cedeu à pressão mediática, mesmo que a natureza e a gravidade do atentado tivesse todos os ingredientes para ser uma tragédia. Temos assim que, para o ilustre defensor, mesmo das causas indefensáveis, o homem é um santo e a sua acção foi uma mera infantilidade ou uma improdudência. Com jeito, provará a sua inimputabilidade ou que estava com pó a mais nas narinas.

Assim vamos indo, a rir e a saltar, a relativizar, mesmo que crimes graves. Olarilólé!

O circo está acampado na cidade

  Este espaço não é muito de imagens, mas tendo em conta o contexto, com algum humor, ironia e não generalizando, ela ilustra em muito a mas...

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