João Soares, essa figura grada do pensamento socialista, ou não fosse filho de quem é, aos desenvolvimentos da operação do Ministério Público e Polícia Judiciária, tendo como alvo pessoas ligadas ao Partido Socialista, considerou que "não cheira nada bem", escreveu na rede social Facebook. "Parece-me claramente ter uma orientação política, inaceitável", considerou. E questionou: "A que título buscas na sede de um partido contra o qual não há acusações?". Defendeu ainda que o seu partido "não é um bando de malfeitores". "Pelo contrário, é o grande partido da liberdade e do diálogo democrático em Portugal", sublinhou. "Ainda por cima com o mau gosto de tudo ser feito a 28 de maio, no centésimo aniversário do golpe que instaurou a ditadura em Portugal. O que é também de muito mau gosto", atirou.
Em resumo, para João Soares, tudo isto é uma cabala com uma orientação política. Claro que apresentar provas dessa teoria, zero, bola.
Posto isto, dizer que estas coisas não acontecem só a gente ligada ao PS mas a todos os outros partidos, porque o cheiro pelo dinheiro fácil, favorecimentos e tudo o mais que caracteriza actos de corrupção, é transversal e tenta a todos.
Como se costuma dizer, "pimenta no cu dos outros no nosso é refresco". Ora quando casos similares atingem outros partidos, o PS surfa a onda em todos os mares, como donos exclusivos da moral, dos bons costumes e da legalidade a toda a prova. Mas como agora o fogo alastra gomo gasolina em palha seca na casa do Largo do Rato, aqui del-rei que há uma cabala, uma conspiração, logo no 28 de Maio.
Mesmo que sem qualquer ligação, convém não esquecer os impactos do caso de José Sócrates e do caso Influencer. Começa a ser muita fruta ácida para o PS ter de digerir. Fazê-lo com reações como a de João Soares, não ajuda.
Em suma, reacções patéticas e comezinhas, que já não colhem a quem tem dois dedos de testa e não se servem dela para comer gelados.