16 abril, 2026

A relativizar - Olarilólé

Bem sabemos que, por ofício, os advogados veem num assassino, num violador, num criminoso, etc, apenas um inocente ou, quando as evidências e provas não o desmentem, relativizam, dão todos os descontos e procuram que a pena seja a menor de todas, mesmo que a mais grave seja leve face à natureza do crime. Em Portugal, tanta paga um criminoso por matar qualificadamente uma pessoa, como 10 20, 100 ou 1000 ou por aí fora.  Por cá, é tudo soft e o sentido de justiça é proporcional.

Ainda agora, apanhado o (dizem que presumível) autor do atentado terrorista contra a Marcha pela Vida, o seu advogado, o popularíssimo Ricardo Sá Fernandes, já veio setenciar que a medida de prisão preventiva aplicada pelo fundamentalista de esquerda, é pesada e que o Tribunal cedeu à pressão mediática, mesmo que a natureza e a gravidade do atentado tivesse todos os ingredientes para ser uma tragédia. Temos assim que, para o ilustre defensor, mesmo das causas indefensáveis, o homem é um santo e a sua acção foi uma mera infantilidade ou uma improdudência. Com jeito, provará a sua inimputabilidade ou que estava com pó a mais nas narinas.

Assim vamos indo, a rir e a saltar, a relativizar, mesmo que crimes graves. Olarilólé!

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