Cinco jogos da nossa selecção de futebol neste mundial dos intervalos para publicidade e despenalizações de cartões vermelhos a pedido. Em três deles o nosso guarda-redes foi o melhor em campo, o que diz muito da coisa. Um treinador espanhol que nunca conseguiu fazer daquele lote de príncipes e deuses da bola uma selecção. E modelos não faltaram, como Cabo Verde, por exemplo, ou a Noruega. O treinador não passou de medíocre. Era preferível que não soubesse falar português mas que fosse competente a fazer jogar uma equipa.
Apesar de tudo, a eliminação dos oitavos tem coisas positivas, como o voltar à normalidade: Os balões perderam o ar, os deuses com pés de barro desceram à terra, o povo, que encheu estádios e praças num entusiasmo infantil tem de retomar o trabalho e os príncipes da bola, esses vão de férias de luxo para locais paradisíacos.
A vida continua e o futebol, queira-se, ou não, não lhe faz falta alguma. Há coisas bem mais importantes. Ficaria contente com a vitória, certamente, mas não trocava um quilo de tomates da minha horta por uma vitória da selecção.
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