O “direito à habitação” significa que a sociedade e o Estado devem criar condições para que todos possam ter uma casa digna, mas não significa que alguém possa simplesmente exigir uma casa sem qualquer responsabilidade ou participação própria.
Apesar disso, muito do actual discurso de um certo quadrante político e partidário assenta no pressuposto de que basta exigir casa, como se o Estado e quem o sustenta, quem trabalha, tenha que o fazer apenas porque sim, porque é um direito.
O problema aqui é que quase sempre quem reclama direitos esquece-se dos deveres, desde logo o de trabalhar e contribuir para o bem comum. Um Estado que tenha de alimentar mamões será sempre miserável porque com uns a viverem à custa do suor dos demais.
A questão é fracturante e mesmo ideológica, mas quem tem o direito à habitação não pode limitar-se a exigi-la em manifestações.
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