Tivesse eu, meios e poder, porque quem tem este tem aqueles, e seria agora, em todo o tempo que vai decorrer o Mundial de Futebol, que rumaria para uma ilha deserta, ou pelo menos para um lugar onde não fosse possível chegar as notícias e todo o frenesim mediático à volta dos príncipes e reis do chuto na bola. Para os que, como eu, literal e metaforicamente se estão "borrifandoo" para esta cena do Mundial, todo este período será uma espécie de massacre, pois em tudo quanto é imprensa, escrita. falada e visual, vai haver palco a todo o momento, no antes, durante e depois. Adeptos, jogadores, técnicos e comentaristas, vão falar de um jogo como especialistas em foguetões e mísseis hipersónicos. Como se não bastasse, o comércio surfa a onda e por estes dias não há espaço que não tenha referências ao torneio.
Posto isto, se me perguntam se desejo que Portugal vença a prova? Claro que sim, mas em bom rigor isso em nada mudará a minha vida e feitas as contas no final nem mais um cêntimo no bolso. Já aquela malta, os príncipes e os reis e o espanhol, certamente somarão mais uns valentes milhares, mesmo que no geral seja acrescentar 20 litros de água às suas piscinas olímpicas.
Continuo a gostar de futebol mas já sem a pachorra para os aspectos que o tornam enfadonho e com a excessiva importância que lhe dão como se a última coca-cola fresquinha no meio do deserto.
Dispenso os preliminares, bastando-me saber o resultado.
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