14 julho, 2026

Transtornos

A introdução do novo modelo de correção digital dos exames nacionais do ensino secundário neste ano de 2026 tem gerado supostas  crises de confiança no sistema educativo português. O descontentamento e a contestação pública partem de professores, sindicatos, partidos políticos da oposição e das próprias famílias apesar de, supostamente, a coisa gerar um atraso no calendário de apenas dois ou três dias.

Já se sabe, somos avessos a mudanças e reformas estruturais e sempre que estas são implementadas, os governos que as introduzem são massacrados pelos resistentes e pelos que preferem as coisas à moda antiga e não dispensam os agrafes. As oposições, essas estarão sempre contra, seja lá quem for. Os sindicatos, idem, porque é seu modo de vida e por isso se justifica que um certo dirigente da FENPROF tenha estado ao comando 18 anos, firme como uma nogueira a dar vozes (não, não é erro, é mesmo vozes). Ora se Paulo de Carvalho cantarolava que "...dez anos, é muito tempo,,,".

Apesar disso, da legitimidade e razão para as queixas, e muitas são sistémicas porque sindicais, e a normalidade e mesmo o folclore é pedir a demissão e cabeças dos ministros e governos, espanta que ninguém se queixe,  se surpreenda e indigne sempre que há greves nas escolas (e são mais que muitas). Onde está a indignação dos pais e alunos e sociedade nessas situações?  Nessas alturas não há inconvenientes nem prejuízos para pais e alunos?  Qual a preocupação dos sindicatos por ambos?

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