As redes sociais são férteis em frases feitas. Norma geral, ignoro. Mas desta vez, a esta que a imagem ilustra, deixei o comentário:
- Nem mais. Eu por perceber isso, e que não podia estar à espera que o Estado ou a Autarquia me desse uma casa ou pagasse a renda, trabalhei (desde os 12 anos e cumpri serviço militar obrigatório de 2 anos), comprei terreno, paguei projecto, taxas e licenças, edifiquei, paguei empréstimo bancário, juros e mais juros, de que já me livrei. Tenho a casa como minha e ainda pago a renda de IMI ao Estado. Não tive pais ricos nem sogros abastados nem me saíu a Lotaria ou o Totoloto. Saúde, graças a Deus, tenho tido, mesmo que com as mezelas do trabalho e idade. Eduquei e formei filhos.
Em contrapartida, porque não há soluções e varinhas mágicas, segredos ocultos, nem petróleo no Beato, tenho dois carros velhos, não vou de férias ao estrangeiro nem ao Algarve, Madeira ou Açores, o meu telemóvel, de 120 euros, tem quase 10 anos, não tenho Netflix, não vou almoçar e jantar fora as vezes que gostaria, não compro roupa, calçado ou perfumes de marca, etc, etc.
De facto, ter casa própria não deve ser um sonho mas uma prioridade. Dito melhor, prioridades.
Num país com baixos salários (o meu também não é alto), não há outra forma de obter casa senão com trabalho e espírito de sacrifício, opções e... prioridades.
Não obstante, muitos há que não gostam deste tipo de discurso. Há quem considere que tem de ser o Estado ou a Autarquia a oferecer a casa já pronta a habitar, se possível com rendas baixas ou comparticipadas. Haverá, com certeza, pessoas e famílias que merecerão ajuda do Estado Social, mas no geral, o que falta é pouca vontade em trabalhar e, acima de tudo, definição das tais prioridades.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Comentários sujeitos a aprovação. Comente em contexto e, mesmo que em sentido diferente, de forma respeitosa e construtiva.