O que se passa em Espanha e em França, é apenas a colheita do que ambos países, suas sociedades e governos têm semeado. Quem planta espinhos não deve pretender colher morangos.
Em Espanha, como cá, em que todos aspiram (legitimamente) a ter uma habitação, mas poucos se esforçam realmente por isso, pretende-se que sejam os senhorios a arcar com as responsabilidades da falta de habitação, fazendo tábua rasa da básica lei da procura/oferta, com um Governo fracote, calculista, a tirar partido das manifestações para programar eleições.
O que está a acontecer em França, é apenas o costume, uma tradição de manifestações violentas. Mais do que pelos respectivos valores e direitos, manifesta-se com um acto cultural, como uma medalha a mostrar mais tarde aos filhos e netos.
As manifestações num Estado democrático são necessárias, por vezes justas e por isso normais, mas dentro das regras legais. Quando se transformam apenas em campos de batalha, actos de puro vandalismo, destruição e tudo o mais, devem ser tratadas como tal, com cacetada pesada, detenções, condenações com prisão efectiva e expulsão, no caso de estudantes envolvidos nos vandalismos, dos estabelecimentos de ensino.
Haverá alguém que não consiga compreender estas premissas?
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