10 agosto, 2026

Notas de um rodapé desleixado

A nossa televisão pública é o que é: um sorvedouro dos impostos dos contribuintes e pouco mais. No resto — e para além de ter menos espaços publicitários —, em nada se diferencia da concorrência. É banal, folclórica, popularucha e desleixada.

Ainda hoje, naquele rodapé rolante, surgiam calinadas a torto e a direito. Numa nota, informava que, na Volta a Portugal, o francês Alexis Guérin tinha vencido isolado no alto da Torre e que, por isso, arrebatara a camisola amarela. Logo de seguida, exibia a informação de que, no final da 3.ª etapa, Rui Oliveira mantinha a amarela, mesmo após a vitória de Linarez em Elvas. Ou seja, cruzava uma notícia fresca com outra completamente desactualizada, que já ali não deveria estar.

Na mesma sessão, numa notícia relacionada com a guerra na Ucrânia e as acções na Crimeia, referia-se a um "comandante craniano". Escapou-se o "U" — coisa pouca, dirão. Deve ter sido um lapso de memória combinado com um problema craniano.

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